Morte e Julgamento (CC)

 

1 - Introdução

 

Recebi dum irmão do Brasil, a seguinte mensagem:

Gostaria de fazer uma pergunta que tem muito me tirado o sono. Como o Senhor encara a morte e o Julgamento?

Eu perdi meu sogro no fim do ano passado e digo para o Senhor, não tive muitos argumentos para falar com minha esposa. A única coisa que disse foi que existe um motivo para ficarmos felizes, pois o Julgamento de Deus não é como o nosso “implacável” julgamento e que o Julgamento de Deus é o único julgamento perfeito.

Fico à espera, pois está muito difícil encontrar pessoas que escrevem sem serem tendenciosas.

 

Como interpretar a pergunta deste irmão, membro duma igreja evangélica, pessoa já com certa experiência e conhecimentos?

Por que não dirigiu a pergunta ao seu Pastor mas preferiu envia-la para o outro lado do Atlântico?

A pergunta foi dirigida a mim que sou crente em Cristo e só em Cristo, e que não prescinde de raciocinar livremente, liberto das tradições, dogmas e superstições católicas ou evangélicas, pois acredita no Deus supremo a quem Cristo ensinou a tratar por Pai, pois é o Pai de toda a humanidade cuja revelação ao homem não pode ser limitada às páginas da Bíblia, onde por vezes, no Velho Testamento, é revelado um deus regional, um deus da tribo ou da cidade ou de determinado povo, que como todos os deuses regionais, luta pelo seu povo, contra todos os outros povos. Portanto, não me posso considerar católico, por não crer na infalibilidade do Papa, nem protestante, muito menos evangélico, pois estes acreditam, e tentam seguir ao mesmo tempo, a Deus Pai e ao deus de Moisés. Por vezes, lembro-me de Mateus 7:18/21 Se o critério é este… então, quais os frutos que tem produzido grande parte das igrejas evangélicas que se limitam a apresentar os seus cânticos e explorar os mais pobres com as contribuições que exigem?

O irmão que me contactou, dá a entender que as respostas que recebe são tendenciosas… Talvez tenha recebido respostas que o seu Pastor aprendeu no Seminário e que ele próprio já conhecia antes, do seu Pastor lhe responder. Ou ainda pior, posso imaginá-lo como pessoa que vai à sua igreja, interessado nos grandes problemas da teologia, como a existência de Deus, a imortalidade da alma etc, e encontra somente o habitual folclore religioso com os cânticos de louvor e o apelo ao dízimo, pois é essa a forma de pregação mais rentável.

Parece que não é uma resposta com frases feitas, que tão bem funcionam dentro duma igreja evangélica, com o seu pensamento aprisionado na Bíblia o que o nosso irmão procura. Nem sequer procura uma resposta “teológica” de acordo com a tradição da sua igreja, mas alguma resposta que continue a ser válida em ambiente secular, como uma “conversa depois do culto”.

Assim, procuraremos neste artigo, deixar alguns pensamentos privilegiando a revelação de Cristo, mas sem estarmos limitados a estes textos, pois estamos também abertos ao pensamento de outras religiões sérias e milenares, que possam dar algumas pistas de orientação ao irmão que nos contactou, pois o Deus Pai é maior que a Bíblia e também Jesus o Cristo, não está limitado ao cristianismo.

 

 

2 - Afinal, o que é a morte?

 

Muito já se tem escrito sobre o assunto, e não é nossa intenção definir o que é a morte, nem tal seria possível, nem mesmo que tal definição se confinasse ao contexto religioso.

Bem sabemos que com a morte o nosso corpo se desfaz. Mas será que isso não tem vindo a acontecer desde o nosso nascimento?

Segundo nos diz a teologia hindu, temos um corpo de bebé à nascença.

Mas o tempo passa, e quando jovens, já não temos o mesmo corpo de bebé, esse já desapareceu.

Quando adultos, sabemos que o nosso corpo já não é o mesmo corpo de jovem, muito menos o corpo que temos quando velhos.

Onde está o bebé que éramos à nascença? E o corpo que tínhamos quando jovens e quando adultos? Certamente que desapareceram… é o mesmo que dizer, que já morreram.

Geralmente o jovem não se preocupa com a “morte” do bebé que era, e o adulto não tem tempo para se lembrar de que já foi jovem. Mas o idoso, já se lembra com saudade do corpo que tinha quando jovem e quando adulto… mas tudo isso já passou… esses corpos já morreram.

Não há dúvida de que há uma certa continuidade durante toda a nossa vida. Todos temos a noção de que há alguma coisa, que não sabemos ao certo do que se trata, mas que permanece desde o nosso nascimento. No entanto, na morte, parece que essa continuidade chega ao fim, ou pelo menos, não sabemos se haverá alguma forma de continuidade no que vem a seguir, ou se alguma coisa mais virá.

Isto faz-me lembrar o que se passa com os nossos computadores. Já tive vários computadores, onde guardo todas as informações e opiniões, até ao dia em que o aparelho está ultrapassado.

Nessa altura, compro um novo computador, mas continuo a designar o antigo, por “meu computador” e o outro passa a ser o “novo computador”.

Mas aos poucos vou passando toda a informação do disco antigo, para o “novo computador”… vou-me habituando ao novo teclado e às especificidades do “novo computador” e o outro, gradualmente passa a ser o “computador velho” e o novo passa a ser o “meu computador”.

No dia em que o “computador velho” vai para o sótão, já não sinto a sua falta, pois toda a informação importante já passou para o outro. O “novo computador” é que passou a ser o “meu computador”.

Geralmente damos mais importância ao equipamento que aos registos que ele contém, por que é mais visível e os registos informáticos não se vêem. Mas penso que o mais importante, são os registos pessoais. Posso comprar dois ou três novos computadores, mas esses registos pessoais não têm preço, não estão à venda, e é isso o mais importante, é o que dá uma continuidade entre os vários computadores que vamos adquirindo através dos tempos.

Talvez, mal comparado, possa dizer que esses registos pessoais são a “alma” que passa de uns computadores para os outros, assim como alguma coisa que nos acompanha desde o nosso nascimento e que utiliza os vários corpos que temos desde que nascemos.

E quando o nosso último corpo físico se desfizer?... Não poderá esse ser supremo a que muitos chamam de Deus, recolher e registar essa informação para posterior utilização?

Muitos acreditam em Deus e outros rejeitam essa palavra, lembrando-se das ingénuas definições de Deus que têm apresentado, e desiludidos com os crimes cometidos ao longo dos tempos em seu nome. Mas continuam a acreditar nele, embora rejeitando a palavra que infelizmente está ligada a muito oportunismo, corrupção, violência e exploração do ser humano em nome da religião. Mas poderão tais acontecimentos demonstrar a inexistência de Deus?

Certo dia, perguntaram a um grande pensador, se acreditava na existência de Deus, e a sua resposta foi a seguinte: Diga-me o que entende por Deus, para que lhe possa dizer se acredito nele.

 

 

3 - Depois da morte… como é? O que vai acontecer?

 

Julgo que é essa a preocupação do irmão que me contactou.

A Bíblia e até o próprio Novo Testamento é um pouco confuso neste assunto, embora os “religiosos” não aceitem tal afirmação.

O Velho Testamento, pouca informação nos dá sobre a morte e a vida após morte. Algumas seitas veterotestamentárias do tempo de Cristo, como os fariseus, acreditavam na imortalidade da alma, mas outros rejeitavam a imortalidade por falta de informação nas Escrituras, numa época em que ainda não se tinha formado o cânon veterotestamentário e o Novo Testamento ainda não tinha sido escrito.

No Novo Testamento a morte é um problema teológico e fala-se muito na morte espiritual e morte física. Julgo que foi a esta última que se referiu o irmão que me contactou.

O Alcorão, também fala na morte e ressurreição, nomeadamente na Surata 3, Versículo 185 - Toda a alma provará o sabor da morte e, no Dia da Ressurreição, sereis recompensados integralmente pelos vossos actos; quem for afastado do fogo infernal e introduzido no Paraíso, triunfará. Que é a vida terrena, senão um prazer ilusório?

Também a antiga religião do Velho Egipto, no seu Livro dos Mortos, Cap. 125 cria que o coração do falecido seria “pesado numa balança” o que corresponde ao julgamento final.

Assim, parece haver unanimidade entre as religiões, desde a mais remota antiguidade, sobre uma certa forma de vida após a morte e sobre o julgamento, embora possam divergir quanto a certos pormenores.

Jesus deixou bem claro que haverá uma ressurreição do nosso corpo físico e posterior julgamento final. Mas iremos tentar responder ao irmão que nos contactou desenvolvendo o pormenor que mais dúvidas tem levantado, ou seja:

Quando será essa ressurreição?

O que acontecerá ao corpo e à alma até esse dia?

Embora haja várias passagens bíblicas neotestamentárias que nos fornecem alguma informação sobre o assunto, infelizmente a maior parte, não são passagens didácticas sobre a ressurreição e julgamento final. Muito se tem escrito com base nestas passagens, ignorando que, de acordo com as regras da hermenêutica não é correcto basear uma doutrina em passagens não didácticas e muito menos em parábolas cujo pensamento principal trata de assuntos bem diferentes.

 

Vejamos em primeiro lugar, as

 

3.1 - Passagens didácticas:

 

Embora sem desenvolver estas passagens, faremos alguns comentários que nos parecem pertinentes para o assunto de que estamos a tratar.

 

I Coríntios 15:51/54

Eis aqui vos digo um mistério. O próprio apóstolo Paulo considerava este assunto como um mistério, possivelmente por Deus nos ter dado somente algumas informações, pois não sabemos tanto como desejaríamos. Teremos de nos contentar com o que nos foi revelado pelas Escrituras e seguir o exemplo de Paulo, manifestando humildemente que alguns assuntos ainda são para nós um mistério. Mas, não estamos completamente às escuras, pois temos alguma informação.

Paulo falava para os crentes de Corinto que esperavam a segunda vinda de Cristo para breve e parece que a preocupação deles seria a sua própria situação, pois admitiam a possibilidade de alguns deles não passar pela morte para ressuscitar a seguir.

Num momento, num abrir e fechar de olhos… A ressurreição e transformação dos mortos e dos que estiverem vivos serão instantâneas.

 

II Coríntios 5:10

Todos nós, teremos de comparecer perante o Tribunal de Cristo, com os nossos corpos físicos, para receber segundo o bem ou mal de tivermos praticado

 

I Tessalonicenses 4:13/17      

Não quero que sejam ignorante, a respeito dos que já dormem, é o que lemos no versículo 13. Afinal, tal como nos nossos dias, parece que havia uma certa indefinição, ou falta de informação “acerca dos que já dormem”, sendo essa comparação da morte com o sono, muito vulgar nesse contexto cultural em que se encontravam.

Julgo que a esperança dos cristãos, a que Paulo se refere, não era somente a esperança na imortalidade ou pelo menos na sobrevivência da alma após a morte do corpo, pois muitas outras religiões dessa época aceitavam essa continuidade da actividade da alma. A esperança a que Paulo se refere, não pode ser dissociada da ressurreição de Cristo e da sua promessa de nos levar para junto dele.

Parece que a dúvida dos crentes de Tessalónica não era propriamente a ressurreição, mas receavam que só quem estivesse vivo na altura, assistiria à segunda vinda de Cristo, e a ressurreição se daria a seguir, pois nesse caso, os mortos não assistiriam ao regresso de Cristo.

É a essa dúvida que Paulo responde ao dizer que aqueles que ainda estivessem vivos, entre os quais, Paulo admitia que pudesse estar, não teriam nenhuma vantagem em relação aos que já tivessem falecido, pois segundo os versículos 16 e 17, primeiro seria a ressurreição e depois o arrebatamento final.  

 

3.2 - Outras passagens que costumam ser apresentadas:

 

Mateus 27:52

Como podemos ver, pelo contexto deste versículo, trata-se duma passagem histórica, em que Mateus descreve o que aconteceu. Não há passagens paralelas. É estranho que os outros evangelistas e os historiadores da época, nada digam sobre um acontecimento que certamente teria um grande impacto, tanto em Jerusalém como no resto do mundo, se é que foi um acontecimento mundial. Parece que nem o próprio Mateus dedica grande atenção a este pormenor, que passa despercebido entre muitos outros pormenores da sua descrição.

 

Lucas 16:19/31  

Trata-se da parábola do Rico e Lázaro, pelo menos em minha opinião, pois lembro-me de alguns pastores pentecostais dizerem que não se trata duma parábola, mas dum facto verídico, pelo facto de Jesus mencionar o nome do pedinte.

Julgo que querem tornar essa passagem num facto verídico, pois não é correcto basear uma doutrina numa parábola. Mas julgo que tal interpretação causa mais problemas do que aqueles que resolve, pois se for parábola, devemos atender somente ao pensamento principal, pois era essa a interpretação dos ouvintes nesse contexto cultural em que Jesus viveu. Mas se for um facto verídico, então, todos os pormenores terão importância, e podemos perguntar: Será que Abraão é uma espécie de porteiro do Céu, com poderes especiais? Será que quem estiver no Céu ou no Inferno, poderá avistar os outros ao longe e poderão até conversar, desde que gritem, pois Lázaro teve de clamar para falar com Abraão?

Só Lucas conta esta parábola que os outros evangelistas não mencionam.

 

Mateus 17:1/8

Aqui não aparece a palavra morte, nem ressurreição, mas isto passou-se na época de Jesus e aparecem Moisés e Elias conversando com Jesus.

Será que foi uma visão dos apóstolos? Ou foi um acontecimento real? 

Se Pedro, Tiago e João foram as únicas testemunhas deste acontecimento, por que motivo nem as epístolas de Pedro, nem Tiago mencionam este acontecimento que só é contado por Mateus que não esteve presente? No caso de João, que escreve um evangelho, é ainda mais estranho que tenha omitido este acontecimento tão importante.

Se Moisés e Elias apareceram fisicamente, então não haverá dúvidas de que ressuscitaram, mas se Moisés viveu cerca do ano 1200 AC e Elias cerca de 700 anos antes de Cristo e nessa época não havia fotos nem pinturas desses antigos personagens, como é que os apóstolos os reconheceram?

Mas o maior problema teológico, ao aceitar todos estes pormenores, é que Moisés ressuscitou antes do tempo o que está em contradição com a passagem que mencionamos em I Coríntios 15:51/54.

Penso que não se tratou dum acontecimento verídico, mas duma visão concedida aos apóstolos e como tal, a sua interpretação deve ser idêntica à duma parábola. Devemos procurar o pensamento principal que o Mestre lhes quis transmitir. Depois deles terem ficado maravilhados com o aspecto de Jesus, os antigos personagens, a nuvem e a voz que lhes falou…repentinamente tudo desaparece e fica só Jesus. Que significa isto? Que mensagem podemos tirar daqui?.... Só Jesus é importante, só Jesus basta.

Que é que isto diz às igrejas dos nossos dias, que buscam os imponentes edifícios, as elaboradas liturgias, os grandes corais, as grandes multidões etc? Estão esquecendo o principal, o importante, pois só Jesus é importante.

 

Lucas 23:38/43

Esta é uma passagem histórica que se destina a contar o que aconteceu. Não se trata duma passagem didáctica sobre a ressurreição, mas contém uma afirmação do próprio Mestre que não deixa margem para dúvidas. O malfeitor arrependido estaria com Ele nesse mesmo dia, no Paraíso.

No entanto, Jesus ressuscitou três dias depois e só ao fim de vários dias ascendeu aos Céus.

Como conciliar todas estas informações?

 

 

4 - Sono da alma

 

Alguns teólogos defendem a teoria do sono da alma, segundo a qual enquanto o nosso corpo se desfaz, a alma fica inconsciente ao passar do tempo, até à segunda vinda de Cristo.

Mas afinal, o que é propriamente o tempo? Segundo a teologia hindu, no Bhagavad-Guitá canto 11, versículo 32, Shri Crisna afirma: Eu sou o Tempo, o destruidor do mundo; eis-me aqui para exterminar todos os povos. Embora não sabendo propriamente o que é o tempo, sabemos que existe e tem as suas leis, pelo menos no mundo em que vivemos. Ninguém, nem os grandes impérios, nem as maiores obras construídas pelo homem, são eternas. Até as pirâmides já não estão como no dia em que foram inauguradas, e com o tempo acabarão por ruir.

Mas quanto à destruição do corpo, afinal isso sempre tem acontecido com a renovação das células desde o nosso nascimento, só que a partir da morte já não haverá aparecimento de novas células em substituição das que continuarão a desaparecer.

Quanto ao sono da alma, que me parece o único meio de conciliar a clara afirmação de I Coríntios 15:51/54 com a promessa de Jesus ao malfeitor que se arrependeu em Lucas 23:38/43, o Pastor da Igreja Presbiteriana de Portugal Manuel Pedro Cardoso, no seu livro “A morte será o fim?” apresenta a seguinte ilustração no seu capítulo VIII - Tempo e eternidade. (a)

 … Há uma ilustração muito simples que poderá ajudar a compreender o que pode ser esta situação da morte e do tempo. Quem já foi operado e sujeito a uma anestesia geral, lembrar-se-á que, se a anestesia lhe foi feita no quarto do hospital, antes de entrar no bloco operatório, o anestesista terá começado os preparativos e, como que por acaso, começou a falar com o doente. Faz-lhe uma pergunta de circunstância e, quando o doente vai responder, logo sente alguma confusão, e ouve a enfermeira debruçada sobre ele, na cama, perguntar: “Então? Sente-se bem?” Tenta sorrir. “Um pouco agoniado. Quando serei operado?”A enfermeira ajeita-lhe a almofada e responde tranquila: “Já foi. Foi operado esta manhã e correu tudo bem”. O doente lembra-se de ter olhado o relógio quando o anestesista chegou: eram dez horas. “Mas que horas são agora?” “Cinco da tarde” responde a enfermeira.

….. Os desmaios ou as anestesias gerais, o estado de coma mostram-nos que há também uma relação entre tempo e consciência. E não nos parece por isso especulativo pensar que, se a consciência de alguém fica, pela morte, “fora do tempo”(como se não passasse tempo algum), é apenas para os vivos que ficará no túmulo, vinte, cem, mil anos, ou cem mil anos. Para o protagonista da morte não houve espera alguma. Aquele que morre hoje, ressuscita hoje. Pela morte entramos na intemporalidade.

Poderíamos aproveitar a ilustração do Pastor Cardoso para apresentar uma outra resposta possível à pergunta do doente: Quando serei operado? A outra resposta possível seria: Não sei a que você se refere. Hoje é um dia bem diferente… Todos os aparelhos e comunicações deixaram de funcionar… Aparece tanta gente desconhecida… principalmente aqui, onde os arqueólogos diziam que havia as ruínas dum antigo cemitério. Possivelmente você é mais um desses que já faleceu há muito. Mas, levante-se. Já estamos no ano 4571. Passa-se alguma coisa estranha lá ao longe, nas nuvens. Alguns até já estão a acreditar nessa antiga superstição, há muito abandonada, da segunda vinda de Cristo.

 

Para terminar, deixo a leitura da poesia Deus e a morte (YA) do poeta sufita Djalal ud-din Rumi que temos na secção de Outras religiões, Islamismo, desta nossa página na internet.

 

Camilo, Marinha Grande, Portugal

Abril de 2008

 

 

 

(a)             O Pastor Cardoso tem vários artigos seus publicados nesta página da internet, que poderá ler em Artigos de Manuel P. S. Cardoso

 

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