Evangelho contém Lei? (DO)
Não se enganem; não sejam apenas
ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em
prática. Tiago
1:22
Eis aí um alerta para o grande engano que se comete nos
dias atuais; devemos andar somente na teoria dos
sermões, doutrinas, ritualismos, cânticos, estudos, ajuntamentos solenes,
leituras etc. ou cumprir a Palavra, mudando realmente a nossa rotina; transformando
em prática, todos os princípios que vêm diretos da
bíblia? De vida religiosa estamos cheios; empanturrados da Palavra; até
agora ninguém nos incentivou, ensinou ou nos orientou na praticidade
da mesma. Sentimos vergonha de Deus; algo está nos faltando; sentimo-nos
endividados; estamos enganando e sendo enganados. Enterramos e enterraram os
nossos talentos ...E, atemorizado, escondi
na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. Mateus
25:25 - Somos somente teóricos, muito bons
teóricos.
A colheita é grande, mas os
trabalhadores são poucos. Mateus
9:37. Sabemos
muito bem como e onde colher, mas não colhemos. Ninguém colhe uma lavoura
olhando para ela dizendo: lavoura! Para colhê-la, deveremos fazer isto e
aquilo! A lavoura ficará lá, madura, esperando a foice ou a máquina e o nosso
suor. Ninguém ajuda a um faminto desnudo, dizendo a ele: Ide em paz,
aquecei-vos, e fartai-vos, sem contudo lhe der o necessário para o corpo Tiago
2:16.
Nem sempre o bom profissional é aquele
que tirou notas máximas na escola; a teoria é indispensável, mas sozinha não
faz um bom profissional. A prática é que faz do crente um modelo. Os
serviços religiosos dentro dos salões são importantes, mas constituem a parte
mais fácil e agradável de uma vida de fé. Gostaria de ver (creio que Deus
também), todos aqueles que compõem a “liturgia”, os cânticos, a pregação,
outros serviços internos e os “ouvintes”, empenhados nos serviços campais.
No meio
evangélico, existe o complexo do espiritismo; um traumatismo que nos emburra e pirraça; não fazemos as
obras, para não sermos iguais a eles; porém, somos enganados, ficando somente
na “teoria” e “religiosidade” da palavra. Há de se destacar os motivos dos
dois lados; eles (os espíritas) têm que fazer as obras para alcançarem a
salvação, e nós teríamos de fazê-las simplesmente porque cremos na
pregação. A obra de Deus é esta, que creiais naquele que me enviou, João
6:29, e João
14:12 completa este versículo: Aquele que crê em mim, faz as obras que
eu faço. Esse crer, significa muito para nós;
implica em adquirirmos o amor que vem de Deus, a partir do momento em que
cremos (quando fomos regenerados). Ninguém adquire esse amor no
mundo! É Deus quem nos dá, juntamente com a fé que também recebemos dEle. E a esperança não traz confusão, porquanto o
amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos
foi dado. (Romanos
5:5). Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor
algum; mas sim a fé que opera pelo amor. (Gálatas
5:6). Nada que vem das obras da lei (preceitos), circuncisão,
(ritualismos), incircuncisão (desprezar a lei), ou qualquer coisa, tem valor
algum para nós gentios (não judeus). Ter a lei ou não tê-la, não é grande
coisa, não é muita vantagem, para nós! Porque mudando-se o sacerdócio,
necessariamente se faz também mudança da lei (Hebreus
7:12). (Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança (a graça), pela qual chegamos a Deus. Hebreus
7:19. Deus deu para nós, não judeus, uma chance,
uma oportunidade pelo amor-fé. Como
também diz em Oséias: Chamarei meu povo ao que não
era meu povo; E amada à que não era amada. (Romanos
9:25). Quem era esse “povo que não era povo”? Simplesmente o resto do
mundo.
Temos uma nova lei;
a lei de Cristo, lei do amor e fé: Para os que estão sem lei, como se
estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei (I
Coríntios 9:21). Porque a lei do
Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. (Romanos
8:2). Mas, se sois guiados pelo Espírito, não
estais debaixo da lei. (Gálatas
5:18). A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis
uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. (Romanos
13:8). O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o
amor. (Romanos
13:10) ..Porque toda a lei se cumpre numa
só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Gálatas
5:14). E
seja achado nele; não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem
pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé. (Filipenses
3:9)
Ficamos aptos a trabalhar por amor e nada
mais. A característica
de quem tem o Espírito é o amor; o trabalho é apenas conseqüência
desse amor. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações (Romanos
5:5). Acontece que o tempo passou (desde a nossa regeneração) e já não
temos mais tanta fé pela falta de ações, e muito
menos amor; por isso não fazemos as obras que Cristo fez em seu ministério e nossa
fé está enferma (morrendo).
De onde vem a fé? A fé (que
opera pelo amor) vem pela pregação e a pregação pela palavra de Cristo Romanos
10:17. Tudo vem pela “teoria”; essa é a sua importância: são os princípios;
as primícias; os preparos. O resultado tem que ser um viver dessa fé; O cotidiano; uma missão; a justiça de Deus em nossa vida.
Paulo, quando ausente; mencionou com muita ênfase, a operosidade da fé dos irmãos da igreja
em Tessalônica. Veja: Lembrando-nos sem
cessar da vossa obra de fé, do vosso trabalho de amor e da vossa firmeza de
esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai,
(I
Tessalonicenses 1:3)
Hoje não existe esse ensinamento na igreja. Não há incentivos à
prática da fé e ao exercício do amor. Em Tiago
2:17, diz que a fé, se não vier acompanhada de ações
é coisa morta: Assim
também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Cada crente deve
ser instruído se possível, pessoalmente, à prática de sua fé, senão esta
tende à morte (vai acabando). Eis aí a razão da fraca espiritualidade
reinante e tanta enganação.
A “Palavra” nos instrui a vivermos uma vida laboriosa; isso é uma
coisa individual; cada um deve adquirir sua própria experiência. É um trabalho
que não podemos pagar ou mandar ninguém fazer por nós. Não se transfere essa
responsabilidade. Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a
lei de Cristo. (Gálatas
6:2). Carregar cargas não é trabalho? E a lei de Cristo? Não é a fé
e o amor? Fiel é a palavra,
e isto; quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem
aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens.
(Tito
3:8) O qual se
deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade,
e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.
(Tito
2:14) Em tudo
te dá por exemplo de boas obras; (Tito
2:7).
O que Deus quer de
nós nesta vida? Para quê serve nossa vida! Se não a empregamos em
servir? Quando formos embora, teremos de levar a bagagem da experiência; veja
em Mateus
25:31/46 E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos
com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações
serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos
bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde benditos de meu
Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado
desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e destes-me de comer; tive
sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e
vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então
os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te
demos de comer? Ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos
estrangeiro, e te hospedamos? Ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo,
ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos
digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim; malditos; para o fogo eterno
preparado para o diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes
de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me
recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me
visitastes. Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos
com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não
te servimos?
Então lhes responderá, dizendo:
Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos não o fizestes, não o
fizestes a mim. E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida
eterna.
Este texto nos indica que seremos julgados aparentemente
também pela nossa experiência (praticidade); o
motivo da entrada ou não no reino de Deus (dos cabritos e ovelhas), está no
fato de terem feito ou não as obras que Deus esperava deles; como contestar
este texto? O mais importante para Deus, é que vivamos
uma vida de contato pessoal com o próximo em
necessidade; temos de nos aproximar dele; ir onde ele está; sentir o drama
em que ele está vivendo. Todas as boas obras citadas nesse texto, tem a ver com o contato pessoal
ao necessitado. Indo ao seu encontro ou esperando a hora certa para servi-lo;
comida e água foram dadas ao faminto e sedento (aproximação); hospedagem ao
forasteiro (acolhimento, socorro); roupas ao desnudo (preocupação com o seu bem
estar); visitas ao enfermo e prisioneiro (ida ao seu encontro). Não valeu
mandar ninguém. Como estas situações são aflitantes
para quem passa ou já passou por elas! Como poderemos amar ao próximo, estando
longe dele, sem saber de suas necessidades? Como poderemos manter nossa fé,
se a mesma não for acompanhada de ações? Todas essas ações são motivadas pelo amor e o amor de Deus tem de ser
derramado em nossos corações, se não...
Lembrei-me da
parábola do bom samaritano; daquelas pessoas que se esperava tanto delas! E “passaram
de largo”, Lucas
10:25/37-“E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo:
Mestre, que farei para herdar a vida eterna? E ele lhe disse: Que
está escrito na lei? Como lês? E, respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma,
e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como
a ti mesmo. E disse-lhe: Respondeste
bem; faze isso, e viverás. Ele, porém, querendo
justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? E, respondendo
Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos
salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o
meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote;
e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando
àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de
viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão. E,
aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o
sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele. E, partindo
no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida
dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando
voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu
nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele.
Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira (para herdar o reino de Deus).”
Essa parábola surgiu para responder a uma pergunta: Que farei para
herdar a vida eterna? A resposta de Cristo para se a herdar a
vida eterna, é comportar com relação ao nosso próximo, do jeito desse singelo e
desprezível (para os homens) samaritano. Quem é o nosso próximo? Será que temos
de perguntar ao Senhor também? Não precisa; já foi respondido. A lei do amor é
a única que serve para judeus e não judeus!
Muitos “crentes” ainda acham que uma
vida religiosa não precisa ser acompanhada de boas obras; é claro que estes não
têm as características daqueles que têm o amor de Deus derramado em seus
corações; e pela Palavra posso dizer que são incrédulos. Acham que alcançarão o
reino dos céus do jeito deles. Assistencialismo,
dizem eles, já está no programa do governo; existem ONGs,
fundações, associações etc. que se prestam para isso; na igreja existe “o tal
departamento” para isso. Acham que a participação e a freqüência
aos salões do ajuntamento, já são o bastante para apresentarem naquele dia; mas
como vimos, estão enganados; não é o que a Palavra nos diz. Alguns versículos
são seus escudos; entre os tais: Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é
dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie Efésios
2:8/9. Não pelas obras
de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou
pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo. (Tito
3:5). É claro que a lavagem da regeneração e a renovação do Espírito são
primordiais; sem as quais, o homem não tem nenhuma capacidade; mas tudo isso nos leva ao combustível fé/amor. Se a salvação é mediante a fé; e a fé sem obras é coisa morta (não
existe); como poderemos ser salvos naquele dia, estando incrédulos, sem fé e
sem o que Deus espera de nós, mediante a nossa fé? E vemos que não puderam entrar (no
céu) por causa da sua
incredulidade. (Hebreus
3:19), Temamos,
pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que
algum de vós fique para trás. Porque
também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da
pregação nada lhes aproveitou, porquanto não
estava misturada com a fé naqueles que a ouviram. Porque nós, os que temos crido, entramos no
repouso, tal como disse: Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu
repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo.
(Hebreus
4:1/3) Chegamos a essa inevitável conclusão entre fé, obras e salvação. Agora as ações sem o
amor que vem da fé, não valem nada, e só fazem com que as pessoas gloriem
em si mesmas. Graças a Deus que Efésios
2:10 nos diz o seguinte: Pois foi Deus quem nos fez o que somos agora; em nossa união com Cristo Jesus, Ele nos criou para que fizéssemos as
boas obras que Ele já havia preparado para nós. Veja também Tito
2:7: Em tudo te dá por exemplo de boas obras... e (Tito
2:14): Que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de
boas obras. (Tito
3:14): Que os nossos também aprendam a aplicar-se
às boas obras, para suprir as coisas necessárias, a fim de que não sejam
infrutuosos. (I
Timóteo 6:18): Que
pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e
generosos.
A fé traz as obras, mas as obras não trazem a fé; a fé
traz a salvação mas as obras por si só não a traz. Entraremos no reino de Deus porque um dia cremos na
pregação do evangelho de Cristo, e essa fé que alcançamos, nos trouxe o amor
que nos leva para as obras. Sem fé, (e amor subentendido nela), é
impossível agradar a Deus; Ora,
sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima
de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos
que o buscam. (Hebreus
11:6). As boas obras por extensão também O
agradam muito, pois elas (as obras) demonstram a nossa fé que nos credencia
o acesso para o Pai (reino de Deus). O resumo e o cumprimento de toda a lei
é: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo (não
somente de palavras) como a nós mesmos (Gálatas
5:6) Porque em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem
a incircuncisão vale coisa alguma; mas sim a fé que opera pelo amor. É a
fé que atua pelo amor, é o amor que atua pela fé, não somente na teoria, mas com
demonstrações da prática. Porque alimento meu corpo quando este está com fome;
ou compro roupas quando as que tenho rasgam ou ficam velhas; ou preparo minha
moradia e tantas outras coisas que faço por mim mesmo? Não é porque tenho amor
por mim mesmo? Desta mesma maneira, não deveria eu fazer ao próximo, se o
amasse como a mim mesmo? A lei não pôde dar esse amor; somente o evangelho
de Cristo pode; pela fé que atua pelo amor. E consideremo-nos uns aos outros,
para nos estimularmos ao amor e às boas obras, (Hebreus
10:24). Como contestar essas palavras!
Dorcas era uma irmã notável (muito conhecida e admirada) em
Jope, cidade grega onde morava, pelas boas obras e esmolas que fazia. Nos dias
em que Pedro estava numa cidade próxima, ela ficou doente e morreu. Pedro veio,
orou e ela foi ressuscitada; a notícia se espalhou por toda a cidade e muitos
creram no Senhor. Atos 9:36/42. O nosso exemplo é a nossa maior
pregação. Temos de dar motivos pessoais (exemplos práticos) para as pessoas
crerem no que estamos falando. Muitas vezes, o que somos e fazemos, torna-se a maior motivação para as pessoas crêem na
mensagem de Cristo; infelizmente o inverso é verdadeiro; muitos
pregam o que não vivem e desmotivam quem procura o Senhor. Assim
resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras
e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. (Mateus
5:16) Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra
incorrupção, gravidade, sinceridade, (Tito
2:7).
O apóstolo Paulo dizia que era imitador de Cristo, e pedia
para a igreja imitá-lo. Será que existem pessoas dignas de imitação hoje?
Estamos imitando quem? Somos imitadores de pessoas que merecem que as imitemos?
Será que estamos imitando a pessoa certa? Um bom modelo bíblico? Será que
estamos progredindo com tais pessoas? Será que temos a “cara” de Paulo, e de
Cristo? Será que sabemos o suficiente de Paulo e de Cristo? E as pessoas que
admiramos; já as analisamos o suficiente?
O que importa, é que devemos nos posicionar na
praticidade genuína da fé. O nosso modo de vida reflete aquilo que realmente
somos, queremos e cremos; ou nos achamos em dívida para com Deus?
Todos nós sabemos de nossas vidas. Se estivermos em paz com Deus, prossigamos;
caso contrário já é hora de mudar. Existe uma dica infalível, para verificarmos
se estamos no caminho certo: o que nos leva a trabalhar? É a obrigação, a
competição, a profissão, o salário, egoísmos, necessidade de aparecer,
justificação ou o amor? A motivação certa é o amor, veja I
Coríntios 13:3 Ainda
que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu
próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
Mas se tiver amor, vale
todas as ações que podemos fazer, por mais pequena
que seja; somente por amor é que trabalharemos; tal como acontecia com a igreja
de Tessalônica. Se já tivermos deixado aquele
primeiro amor se apagar, como na Igreja de Éfeso, com tantas mensagens de
que não precisamos fazer nada, o amor que foi derramado em nossos corações será
derramado ao chão! Deveremos buscá-lo; começar de novo e... Não ficarmos
parados!
Tenho, porém, contra ti que
deixaste o teu primeiro amor (Apocalipse
2:4); Por isso, ouvindo
eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus, e o vosso amor para com todos
os santos... (Efésios
1:15). Mas pela
graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes
trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de
Deus, que está comigo. (I
Coríntios 15:10). Tendo
testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se
lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra.
(I
Timóteo 5:10). Não há outra maneira de
expressar o nosso amor a não ser em ações. Tenho por mim que:
Graça, Fé, Amor, e Trabalho andam juntos naquilo em que Deus o Pai, espera de
nós, no nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
O amor é o resultado de nossa fé e as ações, a expressão desse amor; são elos interdependentes. O amor não é dom
espiritual; é muito mais que isso, é o mandamento
do tempo da graça. O
meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei
(João
15:12). Temos de amar como que por ordem do Senhor, enquanto tivermos nEle e por Ele a devida fé. A “graça” não funciona com
ordenamentos; é eficaz somente com a fé; mas existindo esta, obrigatoriamente,
existirá o amor e neste, as suas expressões de ações.
Amar uns aos outros como a nós mesmos, é o único mandamento que temos de
Cristo; mas é o bastante para Ele.
No Antigo Testamento, tudo o que Deus falava a Moisés e Arão, se transformava em mandamentos e ordenanças. No Novo Testamento,
que é o nosso tempo; tempo da graça, tempo dos gentios; temos o mandamento do
amor, que substitui e completa a todos os mandamentos do Velho Testamento; é
tão importante que vale mais que toda a Lei; tem muito mais eficácia do que ela,
(Hebreus
7:18/22). Porque o precedente mandamento é ab-rogado (superado por completo) por causa da sua fraqueza e inutilidade
(Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a
Deus... De tanto melhor aliança Jesus foi feito fiador.
Apesar de toda sua importância, parece que a “graça” não está
fazendo muito efeito em nós. Não temos amado o nosso próximo como Cristo nos
amou, e como a nós mesmos. Não estou vendo esse amor neotestamentário sendo
demonstrado para com as pessoas que mais precisam dele, que são os pobres,
mendigos, doentes, enfermos, famintos, desnudos, sedentos, forasteiros, encarcerados
etc. não nos enganemos nem deixemos que nos enganem; como diz Tiago
1:22, sendo somente ouvintes da palavra... de terceiros.