Camilo Silva Coelho

Bem-vindo à minha página.
É natural que em primeiro lugar queira
saber quem sou eu, pelo que apresento um breve resumo das informações que
possam ter algum interesse para me conhecer. Não quero que esta página apareça
como uma página um tanto “anónima”, só com o meu nome, que certamente nada diz
à grande maioria dos amigos da Internet, pois embora abordando de assuntos
religiosos, trata-se duma página particular que não se identifica com nenhuma
igreja em particular.
Aspecto profissional:
Nome: Camilo Vicente António da Silva Coelho
Morada: Rua cidade do Fundão, nº 21 - 3º andar direito
2430-525 Marinha Grande - PORTUGAL
Telefones: 351 244503546 ou 351
309967519
Telemóvel: 351 922031823
Internet: camilocoe@gmail.com
Profissão: Engenheiro Técnico de Construção Civil.
Trabalho por conta própria.
Família:
Esposa: Alzira Fernandes Isabel da Silva Coelho
Filhos:
Helena Fernandes da Silva Coelho (Farmacêutica)
Rosa Isabel da Silva Coelho (Pianista), casada com
Pedro Dinis Ferreira de Barros Rosa
Neto – Pedro Daniel Coelho
Rosa
José
Pedro Fernandes da Silva Coelho (Professor da Universidade Aberta)
Ana Isabel da Silva Coelho (Engenheira informática)
Experiência
religiosa e posicionamento teológico
Antecedentes:
Nasci em Lourenço Marques (actual Maputo),
Moçambique, em 21 de Novembro de 1934, num hospital duma Missão Suíça, construído
e mantido pelas igrejas presbiterianas da Suíça, embora meu pai fosse católico
por tradição e minha mãe agnóstica. Recebi educação católica na escola e era
católico tradicional, pouco convicto.
Sou português de nascimento, descendente
de goeses da parte de meu pai, que foi para Moçambique, numa época em que tanto
Moçambique, como Goa eram governadas por Portugal, e de chineses da parte da
minha mãe, que já nasceu em Moçambique (os meus avós maternos imigraram para
Moçambique no século dezanove). Havia muitas raças e religiões em Moçambique, e
desde os tempos da escola primária que me habituei a conviver com hindus,
islâmicos, persas, ismaelitas, mas era raro falarmos de religião entre nós.
Em 1957 assisti pela primeira vez a um
culto evangélico na Assembleia de Deus de Lourenço Marques, igreja que
frequentei durante algum tempo. Nessa altura era um jovem interessado que
repetia as mesmas perguntas nas várias igrejas para em casa meditar nas
diferentes respostas que recebia.
Em 1960 fui batizado por imersão na 1ª
Igreja Batista de Lourenço Marques, mas houve de início algumas divergências
doutrinárias.
Em 1961 fui aceite como membro da Igreja
Presbiteriana de Lourenço Marques (actual Maputo).
Em Abril de 1962, devido a obrigações
profissionais, fui para Vila Cabral (actual Lichinga), no Norte de Moçambique,
onde não havia nenhuma igreja evangélica e onde tive de ficar até 1966.
Em Vila Cabral nessa época, o ambiente era
de guerra e muito difícil, mas em colaboração com um crente metodista africano,
o irmão Fernando Dauane e durante algum tempo com a colaboração dum jovem
militar dos comandos do exército português em serviço nessa zona que era e
ainda é, membro da Assembleia de Deus da Amadora - Portugal, o irmão Fernando
Reis Prazeres, tentamos organizar um pequeno núcleo evangélico a que se vieram
juntar alguns crentes africanos, mas o grupo acabou quando um de cada vez,
fomos transferidos para outros locais.
Em 1966, quando fui viver para a cidade da
Beira (Moçambique), fui membro da Missão Africana Indenominacional, ligada ao
Conselho Cristão de Moçambique, e também colaborava com a Igreja dos Irmãos.
Em 1974 vim para Portugal e fiquei a
residir na Marinha Grande. Tenho colaborado com igrejas batistas e com o trabalho
presbiteriano mais próximo, que está a cerca de 60 quilómetros de minha casa.
Estes são os principais pontos da minha
experiência com as igrejas, mas tive também contactos com muitas outras igrejas
em várias partes do mundo:
Devo mencionar a Missão Batista Livre de
Moçambique, com que colaborei, mesmo depois de ser presbiteriano, e muitas
outras igrejas africanizadas que não têm correspondência às denominações na
Europa.
Durante os oito ou nove meses que estive
em Macau frequentava a Igreja Evangélica de Macau, a Igreja Batista e a Igreja
Luterana de Macau.
Em Hong Kong frequentava a Emanuel Church
que era no género da Igreja dos Irmãos.
No Brasil, estive só um mês, no ano de
1975, morava no Flamengo (Rio) e frequentava a Igreja Presbiteriana de Copacabana.
Voltei ao Brasil no Ano 2000, quando tive
oportunidade de conhecer alguma coisa desde Minas Gerais até Santa Catarina.
Quando vou a Goa, na Índia, frequento a
Igreja Metodista de Pangim, e das últimas vezes uma pequena igreja que não
utiliza o nome de nenhuma denominação do ocidente.
No campo espiritual, tive influência de
várias igrejas e de várias culturas. Considero-me somente um crente em Cristo
que colabora onde o aceitarem. Não sou católico por divergências doutrinárias e
não sou evangélico por divergências doutrinárias, e por motivos culturais.
Sinto-me mais próximo das igrejas do
protestantismo tradicional, como a Igreja Presbiteriana e não gostaria que me
identificassem como evangélico. Embora respeitando os evangélicos, não gostaria
de ser confundido com aquilo que não sou, pelo que prefiro o termo
protestante.
Sou a favor da liberdade de expressão, a
liberdade de divergir, coisa que não encontro nas igrejas. Considero que só
Jesus o Cristo é a Palavra de Deus, e os evangelhos, e duma maneira geral todo
o Novo Testamento, como única e suficiente base para toda a nossa fé.
Situação actual
Presentemente não sou membro de nenhuma
igreja, mas colaboro onde me aceitarem, pois o meu compromisso é com Jesus e
não com as igrejas. Apesar da minha idade, tenho a obrigação de estar onde
ainda possa ter alguma utilidade. Depois de ser crente há mais de cinquenta
anos, tirei algumas disciplinas do curso de teologia por extensão do Seminário
Evangélico de Teologia da Igreja Presbiteriana em Lisboa.
Tomei a opção de colaborar onde me for
possível, mas sem entrar para membro duma igreja, sem que haja suficiente
identificação. Por vezes tenho escrito alguns artigos para o Jornal da Marinha
Grande dando a minha opinião, quando se trata de assuntos relacionados com
religião. Tenho encontrado na imprensa secular uma receptividade que
infelizmente não encontrei na imprensa religiosa e tem sido muito mais útil
escrever para os jornais seculares, pois a audiência é muito maior e os que não
vão às igrejas, por vezes interessam-se mais do que os membros das igrejas,
mais preocupados com a defesa das suas tradições.
Tenho influência de várias igrejas, em
especial a Presbiteriana e a Batista. Aceito a Bíblia, não como um todo homogéneo,
mas como a revelação gradual de Deus ao mundo, que teve o seu ponto mais alto
na revelação de Jesus Cristo.
Tendo surgido esta oportunidade de
divulgar opiniões e estabelecer contactos, que o Senhor nos ajude e nos oriente
nestes contactos através da Internet, para que possam ter alguma utilidade para
a divulgação da sua Mensagem sem as pressões e as barreiras denominacionais,
onde todos possam dar a sua opinião.
Esta página pretende ajudar a preencher um
“espaço” que noto no cristianismo em geral, incluindo as igrejas evangélicas.
Embora unidas no essencial e por vezes divergentes no secundário, essas
divergências nem sempre são fruto de opiniões pessoais, mas pelo contrário, são
consequência duma certa censura a toda a literatura e toda a comunicação que
não seja da sua denominação.
Talvez a comunicação pela Internet seja
uma ferramenta de que Deus se pode servir, para levar tal informação divergente
para lá das fronteiras teológicas, tornando-a acessível a todos os
interessados.
Que o Senhor nosso Deus o oriente na
leitura desta página.
Camilo - Marinha Grande (98/10/16)
Actualizado em 2008